sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Nossas almas a tempos já foram corrompidas. Nossos corpos a muito pereceram. Agora só me resta vagar por entre pensamentos. Pensamentos estes, que sombrios, vazios, mortos, povoam uma mente já perdida. Parasito um corpo que outrora foi meu, bebo de meu sangue, vejo por olhos desconhecidos numa trágica ironia do meu ser. Sinto o escorrer de meu sangue, que desfila por uma pele pálida e sem vida, gota que salta dum penhasco e se espatifa nesse chão que um dia foi branco. Sangue vermelho, vivo, ardente, foge com parte de minha vida. Minha mão já não responde e com uma gargalhada doentia desafio o fim que por fim chegou para acabar com o que nunca começou.

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