sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Se fosse hoje, ainda que cedo, seria inigualável...

E pena que ontem, já tarde demais, não percebi...

Assim, essa tua presença marcante como brasa em pulso

Fez-te demasiado pura para que eu pudesse esquecer...


Chegaste como pó,

Cresceste como pétala,

Tomaste meu coração

E sem mais, foste com o vento.


Meus olhos turvos já não brilham mais.

Minhas mãos carentes já não tem à quem.

Meu corpo inerte já não anda, paira...

E perdido de ti me jogo na escuridão.

Cheguei a conclusão de que nem sempre o que quero é o melhor pra mim.
Existe aquela necessidade discreta e oculta de sofrimento, de solidão...
Afinal, se o mundo fosse perfeito, ele não o seria.
Desejo que tudo saia como planejado, que as palavras saiam suaves do pensamento
em direção ao papel.
Seria mais fácil se alguma coisa fizesse sentido. Tudo parece confuso e nebuloso do ponto de
vista de alguém sensato.
Ainda assim, acho que um dia vai dar certo.
Nesse dia, os erros viram aprendizado, os desejos se tornaram realidade.
E aí quem sabe tudo não valeu a pena?
Quem sabe se no fundo eu não estou ao seu lado?
Agora jogo o tudo fora e começo uma história feliz...
Fictícia mas feliz.
Momentos de solidão, momentos que fazem a gente pensar o porquê da nossa tristeza...
Aquele vazio que se sente quando não tem nada pra fazer, nada pra amar, nada pra querer...
A vida nem sempre é simples como a gente quer.
A vida às vezes é fria, sem piedade e sem perdão... Nem tudo que a gente faz é reversível.
No entanto, o amor esquece as regras e escapa desse mundo triste e autoritário...
Amor é mais, amor é fantasia, amor é... simplesmente amor.
E quando a gente pensa que tudo mais acabou, nada mais faz sentido.... Ele chega como luz.
Ele chega como vento em dia quente, aquela esperança de que nem tudo está perdido...
Talvez seja ilusão, talvez o mar de rosas seja feito de pedra... Mas que importa?
E ao se jogar na imensidão, o fim pode ser pior...
Talvez seja simplesmente...
O FIM.
Queria que fosse ontem o que está por vir...
Poder saber qual foram seus sentimentos, entender o que sentia por mim naquele momento...
Será que eras triste? Sequer consegui dizer que te amava...
Sabia que as palavras iam fugir, era certo teu encanto me faria escravo. Mas mesmo assim eu queria...
E com passos curtos fui ao teu encontro, lábios trêmulos, meus olhos distantes que fugiam dos teus.
Era medo, era tristeza, era saudade, era amor. E isso eu sabia.
Mesmo assim senti teu sorriso, percebi calor ao tocar suas mãos, ao beijar sua face...
Então nada mais importava. E me perguntava: o que viria mais além?
E sofri, pois tudo que começa há de ter um fim.
Te esconde, fecha os olhos, cante uma cantiga que te lembre amor.
O mundo te espera sem piedade, é cruel demais para alguém como você.
Vou te guardar em cofre, prendê-la a sete chaves.
Te acariciar com palavras simples, te esquecer como uma outra qualquer.
Respira, sente o doce aroma das rosas que te trouxe.
Deita, te cubro e dorme que já chega o amanhecer.
Me esqueça, finge que fui apenas um sonho bom.
És linda, fria e pura como a neve que cai lá fora.
E agora, mesmo te vendo sem vida, percebo que na verdade, quem morreu foi eu.
Mesmo que as horas demorem a passar, creio que passariam rápido demais caso eu
estivesse ao seu lado. Mesmo que pudesse demonstrar todo o amor que sinto por ti,
não seria suficiente, pois esse amor cresce a cada instante. Não acho que a vida é justa em nos separar , afinal é justo que eu seja triste assim?
Ainda espero o dia em que estaremos juntos, um dia que acordo e te vejo sorrindo ao
meu lado. Nesse dia, então, irei perceber que todo o sacrifício valeu a pena, que não
importa o tempo que passou, importa o que há por vir. Eis que digo que meu amor é
incondicional, é eterno, é infinito, e é por tua causa que ele existe. Te amo.
Então... O tempo passa e tenta levar tudo consigo. É difícil algo que não se perca com o tempo. Porém, mesmo sendo difícil, essas coisas existem. As vezes páro pra pensar no passado, nas coisas que me aconteceram, quem sabe juntando os fatos do passado eu possa construir meu futuro. Vejo que nem sempre as palavras são suficientes para expressar o que acontece, nem sempre o tempo é suficiente para aproveitar os momentos que não quero esquecer. É tudo uma grande corrida, em que sem medo as pessoas correm para o fim que lhes espera. Assim são as coisas, sem lógica para algums, sem piedade para os que tentam em vão achar o caminho da felicidade.
Qual a lógica do que se passa com o coração? Por que palpitante, errante ele segue a seguir um caminho sem saída? Que prazer ele vê em andar por estradas sem fim? Amor contraditório que alegra e entristece, que é morte e vida. O amor é cego, cego? O amor é burro isso sim, não, o burro sou eu que me deixo entreter e não consigo entender o caminho oculto da felicidade. Me faz voar e me faz lembrar que não tenho asas. Caio como uma folha, além da queda está o fogo a me esperar. "Fogo que arde sem se ver"? Assim espero.
Eu queria que todos os sentimentos ruins do mundo viessem para mim. E que existissem somente em mim. Desculpem-me por eu não poder tornar esse mundo melhor.
Estou triste... espero minutos, dias, meses pra te ver. Afinal, o mundo é vazio sem você. E as nuvens desse céu cinza servem apenas pra dar contraste a tua roupa vermelha. Você se tornou meu vício, minha inspiração, meu amor. Surgiste como uma rosa em meio ao deserto, nesse mundo que agora é seu.
As palavras me fogem como um sonho foge de meus olhos.
Sonho que foge de meus olhos para tomar o mundo ao meu redor.
Mundo que sem esperança gira ao acaso e morre pelas próprias mãos.
Mãos que como as suas não existem iguais. Um toque leve e frio de perfeição.
Perfeição que te toma inteira em sorrisos, palavras, que te marca.
Marca em meu coração sua face que jamais esquecerei.
Por que pra tudo é preciso um sentido? Pra que viver? Pra que morrer? Pra que emagrecer? Pra que ficar assim? Pra que sentido?
Vivemos num mundo de perguntas, queremos uma ordem em tudo que acontece na vida. Procuramos motivos, procuramos respostas, procuramos amores, procuramos pela verdade. Respostas que nos levarão a outras perguntas e outras respostas das quais ocupamos nosso tempo vago. Triste sou, mas sou feliz se sei porque sou triste... Assim que deve ser a vida? Devo viver nesse ciclo etéreo, contraditório, e certamente eterno?
E aos que se aventuram a serem diferentes, chamo de ridículos, louco, perdidos. Louco sou eu que não aceito essa vida que me foi dada. Afinal, como dizem: "Vamos celebrar a estupidez humana...". No final serei apenas pó.
Vejo um céu cinza a minha espera, vejo que o tempo não passa mais pra mim. Vejo que nessa névoa espessa minhas esperanças se dissipam, vejo que a própria vida está contra mim. Vejo que errei, vejo que pequei, vejo que por ódio e sangue sobrevivi, e vejo que no ódio e no sangue passarei a eternidade da minha morte. Minha alma é dilacerada, assim como meus sonhos também foram. Ouço gritarem meu nome, me chamam num tom doentio, ouço rogarem pragas, ouço o arrastar de correntes, correntes essas que vão me prender, correntes que toco, frias, pesadas, mortas. Todos os sentidos me condenam, sinto o cheiro fétido do cadáver que me tornei.
Existe uma linha fina e frágil entre a amizade e o amor. Triste é quando a pessoa é incapaz de ver essa linha e acaba a cortando. Quando cortada, esses sentimentos, se juntam, se misturam, tornando-se uma névoa confusa, quente, em que é difícil se sair.
Fatos se transformam em fantasia e começa a guerra entre o amor e amizade. Pena, a amizade sem armas luta heróicamente contra um adversário cujo qual ela não quer machucar. O amor, porém sem piedade, brande sua espada e mata um alguém que um dia foi seu aliado.
Agora tudo está perdido. Foi-se o controle, é hora de caos. O amor, com sua eterna sede de sangue, insatisfeito com apenas uma morte, luta contra outros sentimentos, luta contra a razão, luta contra si. E nessa batalha de idéias, o amor acaba por perder para apenas um sentimento, a confusão. Impregnado por esse vírus, ele perde o sentido e acaba matando o único que um dia foi páreo a ele: o próprio amor.
5 da manhã. Vejo a noite entrar pela janela, fria, silenciosa, quase como morta.
Ainda penso nos momentos que estivemos juntos, penso em tudo que se passou. E realmente, apenas passou. Agora vivo em busca de um motivo. Vejo todos os sentimentos, angústia, dor, ódio, amor... São livremente inventados pela minha mente, e não quero mais que eles estejam comigo. Me pergunto porque foi assim, tão simples, rápido, certa. Sequer sei o que escrever agora, estou desnorteado, tonto, só... Talvez sejam as horas. Ou talvez apenas gritos de meu coração.
Por que não crê em mim? Tudo que te disse foi em vão? Me desculpe... Não te falei nada. Mesmo por vezes que estive ao seu lado, sempre fui incapaz de dizer quanto te amo. É talvez esteja certa. Que eu fiz pra merecer-te? Perdoa esse maldito ser. Eu que nunca te fiz feliz, quero que agora tudo mude de uma hora pra outra? Sim. Está certa. Seria castigo para ti estar comigo. E justo seja o mundo. Seja feliz e me deixe na minha eterna solidão.
Nossas almas a tempos já foram corrompidas. Nossos corpos a muito pereceram. Agora só me resta vagar por entre pensamentos. Pensamentos estes, que sombrios, vazios, mortos, povoam uma mente já perdida. Parasito um corpo que outrora foi meu, bebo de meu sangue, vejo por olhos desconhecidos numa trágica ironia do meu ser. Sinto o escorrer de meu sangue, que desfila por uma pele pálida e sem vida, gota que salta dum penhasco e se espatifa nesse chão que um dia foi branco. Sangue vermelho, vivo, ardente, foge com parte de minha vida. Minha mão já não responde e com uma gargalhada doentia desafio o fim que por fim chegou para acabar com o que nunca começou.
O quão longe se pode ir por um amor?
Até que ponto vale a pena sacrificar a tudo e a si para conseguir uma pessoa só para ti?
Outra questão que não existe resposta certa. O amor toma rumos desconhecidos, nos faz morrer para depois sentir o doce sabor de ressucitar. Amor que nos deixa em conflito, quando se percebe que duas almas não podem compartilhar o mesmo corpo. Amor sacana que se infiltra sorrateiro, que se instala e se aconchega e um coração vazio. Vírus que nos atormenta, nos faz sofrer. Amor esse que ingrato roga, suplica e nos abandona numa dança sem fim.
Novamente a tristeza toma conta de meu ser...
Sempre que me disperso da realidade, sinto uma dor sem tamanho, arrependimento de não me perder por entre sonhos e viagens. Não quero mais estar aqui. Não quero que o mundo seja esse: simples, vazio, constante. Se for pra assim viver, prefiro viver pra assim morrer. Afinal, não é a morte que deveria ser assim? Algo não está certo. E isso é certo.
Não há volta se você não for, mas quando você vai é preciso realmente voltar?
Afinal, o fim é apenas o início.
Mas então, voltando à minha costumeira insanidade...
Hoje, foi um dia normal, tão normal que me sufocou e me fez tentar de todas as maneiras sair dele. Maldito ser humano, que por vezes e vezes é jogado em uma rotina e por vezes e vezes tenta se livrar dela. Depois dizem que o medo surge do desconhecido... Que graça teria um mundo que fosse totalmente conhecido? Bom, nisso tudo há um problema: e quando a mudança se torna rotina? Quando você por infelicidade se acostuma com as mudanças? Que fazer?
Sorte dos que se foram para não mais voltar.
Sorte dos ignorantes que se contentam em não mais pensar.
Sorte dos que aqui estão em busca de uma verdade inexistente.
Azar? Azar o meu.
Impressionante a capacidade de certas pessoas nos fazerem sentir o melhor ser desse planeta. Benditas sejam essas pessoas, pois suas almas são puras e dignas.
Após algumas conversas ontem, percebi que o mundo é diferente do que eu pensava, que as coisas podem ser alegres, e realmente, a vida fica melhor quando se olha desse jeito. Porém, é certo lembrar que nem tudo é assim, afinal, a vida também é feita de momentos tristes, que nos fazem parar e pensar no motivo para estarmos aqui.
E então chegamos na pergunta em questão: Por que estamos aqui? Por que vivemos?
E a resposta, receio que seja diferente para cada um, e o caminho a se traçar para chegar nessa resposta também, então sigo sem saber, e volto a minha ignorância habitual.
Realmente, a que ponto chegamos... e pior, a que ponto podemos e iremos chegar?
Enquanto pessoas apressadas vagam por ruas e pensamentos, sempre rogando por mais e mais tempo, cá estou a procurar por cantos e frestas aonde eu possa perder o meu tempo, tempo que há tempos perdeu a utilidade pra mim, fazendo com que eu me tornasse apenas um corpo sem alma, perdido em instantes da eternidade.

Viva o caos.
Viva a morte.
Viva o fim.
Viva a sorte.