terça-feira, 6 de maio de 2008

Não

Te vi! E isso é fato, ainda que a tristeza de meu olhar tenha sido visível ao perceber
a distância infinita entre nossos lábios.
Falhei. Pensando que o tempo fosse etéreo e as nossas vidas pairassem sobre o ar.
Chorei. Apagando as lágrimas com as mãos, provas vivas de uma história que acreditava não ter
fim.
E segui. Caminhando à passos longos e reticentes, desconexos rumo à um destino que não quis
olhar.
Após, com uma calma desesperada e fina, rumei feliz para o degrau que não havia mais.